🚀 Lançamento da plataforma Mãos que Falam
🚀 Lançamento da plataforma “Mãos que Falam” em Maringá — um grande avanço em acessibilidade em Libras
No dia 29 de janeiro de 2026 , a Prefeitura de Maringá, em parceria com o ICOM, dá um passo importante rumo à inclusão: o lançamento da plataforma “Mãos que Falam” , uma solução de tradução e interpretação em Libras por videochamada específica para o atendimento à comunidade surda em serviços públicos.
Uma plataforma será utilizada em serviços municipais, consultas médicas, eventos, reuniões e outras situações de atendimento ao público , com o objetivo de eliminar barreiras de comunicação e garantir que as pessoas surdas tenham acesso imediato, mais autonomia e atendimento digno em seus direitos linguísticos.
A iniciativa dialoga diretamente com a Política Nacional de Educação Especial e com a legislação de acessibilidade, reforçando o compromisso municipal com a comunidade surda e com a Libras como língua oficial da população surda no Brasil.
Escola de Libras Verbo em Movimento
Por que uma plataforma como “Mãos que Falam” é tão importante?
A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é reconhecida como meio legal de comunicação e expressão desde a Lei nº 10.436/2002 , regulamentada pelo Decreto nº 5.626/2005 .
Esses marcos garantem, em tese, o direito das pessoas surdas a um atendimento acessível em diferentes espaços: saúde, educação, serviços públicos, judiciário, cultura e muitos outros.
Na prática, porém, o que acontece com frequência é:
- ausência de intérpretes de Libras em unidades de saúde e repartições públicas;
- os ouvintes são “intérpretes improvisados” em situações familiares sensíveis, como consultas médicas;
- pessoas surdas desistindo de serviços por não conseguirem se comunicar;
- dependência de comunicação escrita, que nem sempre supra a diferença linguística (escrita do português ≠ Libras).
Soluções como a plataforma “Mãos que Falam” , com interpretação por videochamada , reduzem significativamente essas barreiras, pois:
- Uma estratégia à necessidade de um intérprete presencial em todos os pontos de atendimento — o que é difícil de garantir em tempo integral;
- Permitem resposta rápida em atendimentos de demanda espontânea ;
- Favorecem a autonomia da pessoa surda , que pode se comunicar diretamente em sua língua, com suporte profissional de interpretação;
- Apoiam servidores públicos que muitas vezes querem atender bem, mas não têm formação em Libras.
Esse tipo de iniciativa se alinha às tendências e internacionais de teleinterpretação e uso de tecnologias digitais para promover acessibilidade.
Contexto legal e político da acessibilidade em Libras no Brasil
Em nível nacional, algumas bases importantes ajudam a entender o impacto de soluções como “Mãos que Falam”:
- Lei nº 10.436/2002 – regularizar a Libras como meio legal de comunicação e expressão.
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- Decreto nº 5.626/2005 – regulamenta a Lei de Libras, estabelecendo, entre outros pontos, a necessidade de profissionais tradutores e intérpretes de Libras em serviços públicos, educação e saúde.
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- Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Lei nº 13.146/2015 – reforça o direito à comunicação acessível e à oferta de adaptações razoáveis em serviços públicos e privados.
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Além desses marcos, diversos municípios e estados têm leis específicas propostas para:
- garantir atendimento em Libras em serviços públicos e de saúde ;
- exigência de intérpretes em eventos oficiais;
- ampliar a formação de servidores para atendimento acessível.
No próprio blog da Escola de Libras Verbo em Movimento , já abordamos, por exemplo, projetos de lei municipais que tratam do atendimento obrigatório em Libras , mostrando como cidades ao redor do país buscam se adequar às demandas da comunidade surda e ao que a legislação federal já prevê.
A plataforma “Mãos que Falam” insere Maringá nesse movimento de forma concreta e tecnológica, aproximando-se de uma cidade de boas práticas em acessibilidade.
Impactos esperados para a comunidade surda de Maringá
Entre os principais impactos esperados da plataforma “Mãos que Falam”, destacam-se:
-
Ampliação do acesso à saúde
Em consultas médicas, atendimentos de enfermagem, exames e outros serviços, a presença de um intérprete por videochamada pode tornar a comunicação muito mais clara, reduzindo riscos de erros de compreensão sobre sintomas, diagnósticos e tratamentos. -
Atendimento mais humanizado em serviços públicos
Em setores como assistência social, habitação, educação, cultura, trânsito e outros, a possibilidade de atendimento em Libras contribui para que uma pessoa surda seja protagonista na conversa, e não alguém à margem da comunicação. -
Redução da dependência de familiares como interpretações
Situações delicadas, como atendimentos de saúde ou questões jurídicas e sociais, excluir confidencialidade e precisão na interpretação — algo que não pode ser delegado à família. -
Fortalecimento do reconhecimento da Libras como língua
Quando a gestão pública investe em plataformas de interpretação, reforça a mensagem de que a Libras é uma língua de pleno direito , e que a comunidade surda tem direito a ser atendida nela.
Tecnologia a serviço da inclusão: tendências e boas práticas
Nos últimos anos, diversas frentes foram articuladas para melhorar a acessibilidade em Libras por meio da tecnologia:
- Serviços de interpretação remota (VRI – Video Remote Interpreting) , usados em hospitais, delegacias e órgãos públicos, especialmente em países onde há escassez de intérpretes em regiões afastadas.
- Apps e plataformas de agendamento de intérpretes , que permitem planejar atendimentos em eventos, consultas e audiências.
- Jogos, recursos bilíngues e ambientes virtuais em Libras , como o jogo bilíngue da UFPA, que já foi tema no blog da Verbo em Movimento e demonstra como o digital pode apoiar o aprendizado de Libras e a valorização da cultura surda.
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A “Mãos que Falam” se insere nesse cenário como uma solução focada no atendimento público , usando videochamada para conectar surdos, intérpretes e servidores de forma ágil.
Papel da formação em Libras: a tecnologia não substitui o aprendizado
É importante destacar: plataformas de interpretação não substituem a necessidade de formação em Libras por parte de profissionais de educação, saúde e servidores públicos em geral.
Pelo contrário, elas funcionam como complemento :
- apoiam atendimentos em situações em que não há um profissional fluente em Libras disponível;
- garantir acessibilidade imediata enquanto políticas de formação de longo prazo são inovadoras;
- aumentar a visibilidade da Libras, motivando mais pessoas a aprender.
Na Escola de Libras Verbo em Movimento , ganhamos exatamente nessa frente:
- Formação em Libras Básico – para começar a se comunicar com a comunidade surda no dia a dia;
- Formação em Libras Expert – para quem deseja avançar no domínio linguístico e na compreensão da cultura surda;
- Formação em Libras Master – para quem está a caminho de atuar profissionalmente com Libras;
- Cursos para empresas e órgãos públicos , com treinamentos personalizados e foco em inclusão e acessibilidade no contexto real de cada organização.
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Somamos tecnologia + formação humana + compreensão da cultura surda — porque a inclusão verdadeira é sempre resultado de múltiplas frentes.
Como a Verbo em Movimento pode apoiar iniciativas como a “Mãos que Falam”
Projetos como a “Mãos que Falam” podem se fortalecer ainda mais quando acompanhados de:
-
Palestras de conscientização para gestores, equipes de atendimento e profissionais da linha de frente, ajudando a entender:
- quem é a comunidade surda,
- o que é a Libras,
- quais são os direitos linguísticos das pessoas surdas,
- como usar corretamente recursos de interpretação.
-
Treinamentos específicos para servidores e equipes que utilizam a plataforma, abordando:
- boas práticas de comunicação ao interagir com pessoas surdas;
- postura durante atendimentos mediados por intérprete;
- questões éticas e de sigilo;
-
Consultoria em acessibilidade para órgãos públicos e empresas que desejam estruturar políticas permanentes de inclusão, indo além da tecnologia.
É nessa ocasião — política pública + tecnologia + formação em Libras + sensibilização — que projetos como a “Mãos que Falam” têm maior chance de gerar impacto real e duradouro.
Um convite à ação: fortalecer a acessibilidade em Libras em todo o Brasil
A iniciativa da Prefeitura de Maringá e do ICOM com a plataforma “Mãos que Falam” é um exemplo inspirador do que pode ser feito em outras cidades e instituições.
Para gestores públicos, empresas e organizações que desejam avançar na inclusão, alguns caminhos possíveis são:
- conheça melhor a legislação de acessibilidade e de Libras;
- mapear as barreiras de comunicação existentes nos serviços;
- investir em formação em Libras para equipes;
- parcerias articuladas com escolas especializadas, intérpretes e instituições de referência;
- avaliar a implantação de soluções tecnológicas de interpretação remota.
A Escola de Libras Verbo em Movimento acompanha com iniciativas de diversão como essa e se coloca à disposição para contribuir com a construção de ambientes mais seguros, acolhedores e preparados para atender a comunidade surda.
Para conhecer nossos cursos, serviços de intérprete, consultorias e materiais sobre acessibilidade em Libras, acesse: www.verboemmovimento.com .
Escola de Libras Verbo em Movimento
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