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🚀 Lançamento da plataforma Mãos que Falam

Escrito por Escola de Libras Verbo em Movimento | 2/2/26 12:30 PM

 

🚀 Lançamento da plataforma “Mãos que Falam” em Maringá — um grande avanço em acessibilidade em Libras

 

No dia 29 de janeiro de 2026 , a Prefeitura de Maringá, em parceria com o ICOM, dá um passo importante rumo à inclusão: o lançamento da plataforma “Mãos que Falam” , uma solução de tradução e interpretação em Libras por videochamada específica para o atendimento à comunidade surda em serviços públicos.

Uma plataforma será utilizada em serviços municipais, consultas médicas, eventos, reuniões e outras situações de atendimento ao público , com o objetivo de eliminar barreiras de comunicação e garantir que as pessoas surdas tenham acesso imediato, mais autonomia e atendimento digno em seus direitos linguísticos.

A iniciativa dialoga diretamente com a Política Nacional de Educação Especial e com a legislação de acessibilidade, reforçando o compromisso municipal com a comunidade surda e com a Libras como língua oficial da população surda no Brasil. 

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Por que uma plataforma como “Mãos que Falam” é tão importante?

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é reconhecida como meio legal de comunicação e expressão desde a Lei nº 10.436/2002 , regulamentada pelo Decreto nº 5.626/2005

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Esses marcos garantem, em tese, o direito das pessoas surdas a um atendimento acessível em diferentes espaços: saúde, educação, serviços públicos, judiciário, cultura e muitos outros.

Na prática, porém, o que acontece com frequência é:

  • ausência de intérpretes de Libras em unidades de saúde e repartições públicas;
  • os ouvintes são “intérpretes improvisados” em situações familiares sensíveis, como consultas médicas;
  • pessoas surdas desistindo de serviços por não conseguirem se comunicar;
  • dependência de comunicação escrita, que nem sempre supra a diferença linguística (escrita do português ≠ Libras).

Soluções como a plataforma “Mãos que Falam” , com interpretação por videochamada , reduzem significativamente essas barreiras, pois:

  1. Uma estratégia à necessidade de um intérprete presencial em todos os pontos de atendimento — o que é difícil de garantir em tempo integral;
  2. Permitem resposta rápida em atendimentos de demanda espontânea ;
  3. Favorecem a autonomia da pessoa surda , que pode se comunicar diretamente em sua língua, com suporte profissional de interpretação;
  4. Apoiam servidores públicos que muitas vezes querem atender bem, mas não têm formação em Libras.

Esse tipo de iniciativa se alinha às tendências e internacionais de teleinterpretação e uso de tecnologias digitais para promover acessibilidade.

Contexto legal e político da acessibilidade em Libras no Brasil

Em nível nacional, algumas bases importantes ajudam a entender o impacto de soluções como “Mãos que Falam”:

  • Lei nº 10.436/2002 – regularizar a Libras como meio legal de comunicação e expressão. 
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  • Decreto nº 5.626/2005 – regulamenta a Lei de Libras, estabelecendo, entre outros pontos, a necessidade de profissionais tradutores e intérpretes de Libras em serviços públicos, educação e saúde. 
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  • Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Lei nº 13.146/2015 – reforça o direito à comunicação acessível e à oferta de adaptações razoáveis ​​em serviços públicos e privados. 
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Além desses marcos, diversos municípios e estados têm leis específicas propostas para:

  • garantir atendimento em Libras em serviços públicos e de saúde ;
  • exigência de intérpretes em eventos oficiais;
  • ampliar a formação de servidores para atendimento acessível.

No próprio blog da Escola de Libras Verbo em Movimento , já abordamos, por exemplo, projetos de lei municipais que tratam do atendimento obrigatório em Libras , mostrando como cidades ao redor do país buscam se adequar às demandas da comunidade surda e ao que a legislação federal já prevê. 

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A plataforma “Mãos que Falam” insere Maringá nesse movimento de forma concreta e tecnológica, aproximando-se de uma cidade de boas práticas em acessibilidade.

Impactos esperados para a comunidade surda de Maringá

Entre os principais impactos esperados da plataforma “Mãos que Falam”, destacam-se:

  • Ampliação do acesso à saúde
    Em consultas médicas, atendimentos de enfermagem, exames e outros serviços, a presença de um intérprete por videochamada pode tornar a comunicação muito mais clara, reduzindo riscos de erros de compreensão sobre sintomas, diagnósticos e tratamentos.

  • Atendimento mais humanizado em serviços públicos
    Em setores como assistência social, habitação, educação, cultura, trânsito e outros, a possibilidade de atendimento em Libras contribui para que uma pessoa surda seja protagonista na conversa, e não alguém à margem da comunicação.

  • Redução da dependência de familiares como interpretações
    Situações delicadas, como atendimentos de saúde ou questões jurídicas e sociais, excluir confidencialidade e precisão na interpretação — algo que não pode ser delegado à família.

  • Fortalecimento do reconhecimento da Libras como língua
    Quando a gestão pública investe em plataformas de interpretação, reforça a mensagem de que a Libras é uma língua de pleno direito , e que a comunidade surda tem direito a ser atendida nela.

Tecnologia a serviço da inclusão: tendências e boas práticas

Nos últimos anos, diversas frentes foram articuladas para melhorar a acessibilidade em Libras por meio da tecnologia:

  • Serviços de interpretação remota (VRI – Video Remote Interpreting) , usados ​​em hospitais, delegacias e órgãos públicos, especialmente em países onde há escassez de intérpretes em regiões afastadas.
  • Apps e plataformas de agendamento de intérpretes , que permitem planejar atendimentos em eventos, consultas e audiências.
  • Jogos, recursos bilíngues e ambientes virtuais em Libras , como o jogo bilíngue da UFPA, que já foi tema no blog da Verbo em Movimento e demonstra como o digital pode apoiar o aprendizado de Libras e a valorização da cultura surda. 
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A “Mãos que Falam” se insere nesse cenário como uma solução focada no atendimento público , usando videochamada para conectar surdos, intérpretes e servidores de forma ágil.

Papel da formação em Libras: a tecnologia não substitui o aprendizado

É importante destacar: plataformas de interpretação não substituem a necessidade de formação em Libras por parte de profissionais de educação, saúde e servidores públicos em geral.

Pelo contrário, elas funcionam como complemento :

  • apoiam atendimentos em situações em que não há um profissional fluente em Libras disponível;
  • garantir acessibilidade imediata enquanto políticas de formação de longo prazo são inovadoras;
  • aumentar a visibilidade da Libras, motivando mais pessoas a aprender.

Na Escola de Libras Verbo em Movimento , ganhamos exatamente nessa frente:

  • Formação em Libras Básico – para começar a se comunicar com a comunidade surda no dia a dia;
  • Formação em Libras Expert – para quem deseja avançar no domínio linguístico e na compreensão da cultura surda;
  • Formação em Libras Master – para quem está a caminho de atuar profissionalmente com Libras;
  • Cursos para empresas e órgãos públicos , com treinamentos personalizados e foco em inclusão e acessibilidade no contexto real de cada organização. 
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Somamos tecnologia + formação humana + compreensão da cultura surda — porque a inclusão verdadeira é sempre resultado de múltiplas frentes.

Como a Verbo em Movimento pode apoiar iniciativas como a “Mãos que Falam”

Projetos como a “Mãos que Falam” podem se fortalecer ainda mais quando acompanhados de:

  • Palestras de conscientização para gestores, equipes de atendimento e profissionais da linha de frente, ajudando a entender:

    • quem é a comunidade surda,
    • o que é a Libras,
    • quais são os direitos linguísticos das pessoas surdas,
    • como usar corretamente recursos de interpretação.
  • Treinamentos específicos para servidores e equipes que utilizam a plataforma, abordando:

    • boas práticas de comunicação ao interagir com pessoas surdas;
    • postura durante atendimentos mediados por intérprete;
    • questões éticas e de sigilo;
  • Consultoria em acessibilidade para órgãos públicos e empresas que desejam estruturar políticas permanentes de inclusão, indo além da tecnologia.

É nessa ocasião — política pública + tecnologia + formação em Libras + sensibilização — que projetos como a “Mãos que Falam” têm maior chance de gerar impacto real e duradouro.

Um convite à ação: fortalecer a acessibilidade em Libras em todo o Brasil

A iniciativa da Prefeitura de Maringá e do ICOM com a plataforma “Mãos que Falam” é um exemplo inspirador do que pode ser feito em outras cidades e instituições.

Para gestores públicos, empresas e organizações que desejam avançar na inclusão, alguns caminhos possíveis são:

  • conheça melhor a legislação de acessibilidade e de Libras;
  • mapear as barreiras de comunicação existentes nos serviços;
  • investir em formação em Libras para equipes;
  • parcerias articuladas com escolas especializadas, intérpretes e instituições de referência;
  • avaliar a implantação de soluções tecnológicas de interpretação remota.

A Escola de Libras Verbo em Movimento acompanha com iniciativas de diversão como essa e se coloca à disposição para contribuir com a construção de ambientes mais seguros, acolhedores e preparados para atender a comunidade surda.

Para conhecer nossos cursos, serviços de intérprete, consultorias e materiais sobre acessibilidade em Libras, acesse: www.verboemmovimento.com

Escola de Libras Verbo em Movimento

 

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